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Com os nervos à flor da pele, Internacional e Corinthians fazem decisão recheada de rivalidade

Editoria de Arte / GLOBOESPORTE.COM

Um jogo para a história: Internacional e Corinthians em final com alta rivalidade

Pode ser vitória simples para qualquer um, goleada de um lado ou de outro, e até um 0 a 0 sem muita graça. Seja como for, a decisão da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, já entrou para a história do futebol nacional. Às 21h50m (de Brasília), quando a bola rolar, dois gigantes medirão forças na luta por mais um caneco: o Internacional sonha com o título no ano do seu centenário, e o Corinthians deseja levantar a taça para comemorar cem anos em 2010 com a garantia de estar na Taça Libertadores. Além do Tempo Real, entre 19h30m e 20h, direto do estádio colorado, a equipe do GLOBOESPORTE.COM mostrará todo o clima e receberá convidados para falar sobre a grande final. A TV Globo e SporTV transmitem ao vivo para todo o Brasil.

O Timão vai a campo com uma vantagem gorda, mas não a ponto de ter certeza do título. Longe disso. Os 2 a 0 construídos no Pacaembu permitem que a equipe de Mano Menezes perca por dois gols de diferença no Beira-Rio para ficar com o título – exceto o 2 a 0, que leva a decisão para os pênaltis. Ao Colorado resta vencer por três gols de diferença ou devolver o placar de São Paulo para tentar a sorte nas penalidades máximas.

O jogo promete. Se os paulistas têm Ronaldo, os gaúchos contam com o retorno de Nilmar. A garra de Guiñazu bate de frente com a determinação de Elias. Taison e Dentinho travam o duelo das promessas. Felipe e Lauro prometem construir mais uma muralha em seus gols na grande decisão.

O dossiê da polêmica

Falar de um jogo entre Internacional e Corinthians é lembrar de um clássico recheado de rivalidade. As rusgas entre os dois clubes nasceram nos anos 70, com o título conquistado pelos gaúchos sobre os paulistas em 1976, e ganharam força de vez em 2005, no polêmico Brasileirão vencido pelo Timão. Em 2009, o reencontro na final deu novo empurrão à indisposição entre os dois clubes. E um dossiê chegou para esquentar ainda mais o clima.

Fernando Carvalho, vice-presidente de futebol do Inter, apresentou à imprensa um vídeo contendo erros de arbitragem que favoreceram o Corinthians na Copa do Brasil. Alguns lances realmente apresentam falhas claras dos árbitros. Outros são discutíveis. O dirigente colorado disse que o adversário só chegou à final por causa da arbitragem.

O Timão, claro, não gostou. Até Ronaldo criticou o “Dossiê Carvalho”.

- Os cartolas do futebol têm de fazer alguma coisa para aparecer. Muitas vezes, fazem para atrapalhar. Mas o futebol é lindo e emocionante por causa dos erros dos árbitros. Imagine se fosse tudo automático, sem nenhum tipo de erro? Seria monótono – comentou o Fenômeno.

Um Colorado diferente

O Inter muda para a decisão. A ausência de Sandro, lesionado, deve implicar na entrada de Andrezinho no meio. Com isso, Magrão e Guiñazu ficam mais recuados. Na prática, a equipe perde um pouco de combatividade, mas ganha poder ofensivo em uma partida que exige gols para os gaúchos serem campeões.

Outra novidade vermelha está na zaga. Danny Morais ganhou a vaga de titular de Álvaro depois do jogo no Pacaembu. A tão esperada chance chegou para ele no momento mais decisivo do ano.

- Eu sempre corri atrás disso. Não posso ficar escolhendo a melhor hora. A responsabilidade aumenta, mas fui eu mesmo que criei essa expectativa. Nada cai do céu. Tudo foi conquistado – afirmou o defensor de 24 anos.

Kleber e Nilmar, de volta ao clube após a conquista da Copa das Confederações pela seleção brasileira na África do Sul, reforçam a equipe de Tite. O atacante é a grande esperança da torcida para mudar um quadro complicado. Ele sabe que carrega uma responsabilidade maior na decisão.

- Isso é porque sou atacante e estava na seleção brasileira. Na verdade, sempre tive uma responsabilidade muito grande aqui. Sei da minha importância. A cobrança existe. Ela só aumenta um pouco agora – disse o jogador.

O Inter tenta quebrar um jejum de 17 anos sem títulos nacionais. O último foi justamente na Copa do Brasil, em 1992. De lá para cá, o clube cresceu, conquistou torneios internacionais e foi campeão do mundo, mas não conseguiu repetir o feito em território nacional.

Timão sem esconde-esconde

Mano Menezes não tem muito o que esconder no Corinthians. O lateral-esquerdo André Santos, também campeão da Copa das Confederações com a seleção brasileira, se juntou ao grupo na terça-feira pela manhã, em Curitiba, e está confirmado. No mais, a equipe será a mesma do primeiro jogo, com Dentinho, Ronaldo e Jorge Henrique no ataque.

- A equipe está definida. O Corinthians tem uma escalação que vem sendo utilizada na maioria dos jogos decisivos, e os resultados foram muito bons. Preciso respeitar isso. O que você pode trabalhar a mais são as jogadas de bola parada ou saída rápida. Dá para fazer algo diferente com base em um novo jogador do adversário que pode entrar – afirmou o treinador.

O comandante alvinegro, aliás, garante que o seu time está preparado para se adaptar a qualquer novidade criada por Tite. No entanto, considera praticamente impossível alguém fazer algo tão inovador a ponto de o treinador adversário ser surpreendido.

- Estamos trabalhando para todas as variações, com D’Alessandro e Andrezinho jogando juntos, com o Glaydson no meio, o Danny Morais na marcação, e até três atacantes. Mas é difícil aparecer uma surpresa. Você já vai analisando o que vai acontecendo na temporada.

INTERNACIONAL CORINTHIANS
Lauro, Bolívar, Índio, Danny Morais e Kleber; Magrão, Guiñazu, Andrezinho e D’Alessandro; Taison e Nilmar Felipe, Alessandro, Chicão, William e André Santos; Cristian, Elias e Douglas; Dentinho, Ronaldo e Jorge Henrique
Técnico: Tite Técnico: Mano Menezes
Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS). Data: 01/07/2009. Horário: 21h50m. Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG). Auxiliares: Alessandro Álvaro Rocha de Matos (Fifa/BA) e Roberto Braatz (Fifa/PR).
Transmissão: A equipe do GLOBOESPORTE.COM mostrará todo o clima e receberá convidados para falar sobre a grande final a partir das 19h10m. A Rede Globo e o SporTV exibem a partida ao vivo para todo o Brasil.
Tempo Real: O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partir das 18h30m, com ambiente e bastidores antes do jogo

Julho 1, 2009

Brasil x EUA lutam pelo título da Copa das Confederações. Assista a transmissão ao vivo a partir das 14h30m – Clique na Imagem abaixo

SOCCER-CONFEDERATIONS/EGYPT

Brasil encara vuvuzelas, Joel Santana, Mandela e África do Sul para ir à final

Qual o símbolo da Copa das Confederações? A seleção “Bafana Bafana”, treinada por Joel Santana? Nelson Mandela, líder da luta contra o racismo que ficou quase 28 anos preso? Ou as vuvuzelas, a “arma barulhenta” dos torcedores no estádio? Todos eles estarão unidos nesta quinta-feira contra o Brasil, às 15h30m (de Brasília), na semifinal em Joanesburgo. Para chegar à decisão, o time de Dunga terá que enfrentar a benção de Mandela à equipe local, a malandragem do “Papai Joel” e as cornetas, que estarão presentes nas mãos de quase todas as 60 mil pessoas no Ellis Park.

Thiago Dias/GLOBOESPORTE.COM

Funcionários trabalham em ritmo intenso para dar conta dos pedidos de vuvuzelas a tempo

- É o nosso talismã. A vuvuzela dá sorte ao futebol sul-africano. Li que os jogadores brasileiros não gostaram, mas a cultura local deve ser respeitada. Espero que a vuvuzela ajude a África do Sul a vencer o Brasil – disse a empresária Julia Mack, dona de uma fábrica de cornetas em Joanesburgo há seis anos.

O GLOBOESPORTE.COM visitou duas empresas que produzem as vuvuzelas: a Lumoss, de Julia, e a Plastic Printers, de Nevil Cohen, um apaixonado pelo futebol brasileiro e que estava no estádio Sarriá quando a Itália eliminou o Brasil no Mundial de 1982. Os dois reconhecem que o barulho é chato, mas não têm do que reclamar: o faturamento está alto.

- Estou vendendo até nove mil cornetas por semana. Normalmente, vendemos cinco mil por mês. Tem gente que só vai ao estádio por causa da vuvuzela. Mas muita gente não vai porque odeia as vuvuzelas. No rúgbi, é proibido entrar com vuvuzelas nos estádios – contou Nevil, que trabalha com 40 funcionários e produziu um modelo canarinho da corneta apenas para o público brasileiro ver (como não tem autorização da CBF, não irá vendê-lo).

GALERIA DE FOTOS: conheça um pouco mais as vuvuzelas

- Minha produção cresceu 52% por causa da Copa das Confederações. Acho que vai ser o dobro disso na Copa do Mundo ano que vem. Já estou acostumada ao barulho, pois convivo com isso todos os dias – afirmou Julia.

Thiago Dias/GLOBOESPORTE.COM

Sem a autorização da CBF, as vuvuzelas da seleção brasileira não poderão ser vendidas

Na seleção sul-africana, a corneta é considerada o “12o jogador” pelos comandados de Joel.

- Nós gostamos do barulho, já estamos acostumados com ele. Mas se os brasileiros reclamaram, peço ao torcedor que sopre ainda mais forte, porque isso vai nos ajudar bastante – afirmou o goleiro reserva Rowen Fernandez.

- Os jogadores estão otimistas e nossa torcida vai comparecer fazendo aquele barulhinho que vocês tanto gostam – completou o técnico dos “Bafana Bafana”.

O jogo entre Brasil e África do Sul é o mais esperado pela população no torneio. O rúgbi é o esporte preferido dos brancos, mas a maioria negra ama futebol. Em Soweto, onde o time de Dunga treinou na terça, um grupo de vendedores ambulantes resumiu o que o povo sente pela camisa amarelinha.

- Nós comemos futebol, vivemos futebol. E a seleção brasileira é a maior de todas. É um futebol diferente. Depois do jogo eu respondo se gostei ou não do Joel Santana (risos) – brincou Mbuso, de 22 anos, vestido com um uniforme do Orlando Pirates, um dos mais populares do país.

BRASIL ÁFRICA DO SUL
Julio César, Maicon, Lúcio, Miranda (Luisão), André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires, Kaká; Robinho e Luís Fabiano. Khune; Gaxa, Mokoena, Booth e Masilela; Mhlongo, Dikgacoi, Tshabalala, Modise e Pienaar; Parker (Mashego ou Fanteni).
Técnico: Dunga. Técnico: Joel Santana.
Estádio: Ellis Park, em Joanesburgo. Data: 25/06/2009. Horário: 15h30m. Árbitro: Massimo Busacca (SUI) Auxiliares: Mathias Arnett (SUI) e Francesco Buragina (SUI)
Transmissão: O GLOBOESPORTE.COM, a TV Globo e o SporTV exibem a partida ao vivo.
Tempo Real: O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partir de 15h30m (de Brasília).

Longe do filho e perto de recorde, Kaká lidera o Brasil contra o Paraguai

Luca, filho do meia, completa um ano. E o brasileiro quer um gol em cima do Paraguai para homenageá-lo e igualar marca de Zico e Romário na seleção

Thiago Lavinas/GLOBOESPORTE.COM

No Recife, Kaká veste camisa da seleção brasileira com homenagem ao aniversário do filho Luca

O dia é especial para Kaká. Nesta quarta-feira, dia 10 de junho, o filho do craque, Luca, completa um ano de idade. Concentrado com a seleção para o jogo contra o Paraguai, às 21h50m, no estádio do Arruda, no Recife, pela 14ª rodada das eliminatórias, o meia vai passar a importante data longe do primogênito. Um sacrifício necessário para ajudar o Brasil a se classificar para a Copa do Mundo de 2010 e que seria amenizado com um presente dentro de campo: um gol.

Se balançar a rede, Kaká revelou que vai dedicar o gol a Luca. E também vai igualar a marca de Zico e Romário como o maior artilheiro da seleção nas eliminatórias com 11 gols. Uma festa completa para o craque e para a torcida brasileira. A partida será transmitida ao vivo pela Rede Globo e terá
acompanhamento em tempo real pelo GLOBOESPORTE.COM.

Os 2.670 quilômetros de distância entre Recife e São Paulo, cidade em que estão Luca e a esposa Caroline, são encurtados via Internet. Além do tradicional telefonema, Kaká vai dar os parabéns ao filho com a ajuda de uma webcam. Luca já reconhece a imagem do pai na tela do computador. O inocente sorriso ao vê-lo serve de inspiração para o jogador.

- Realmente as pessoas não sabem o sacrifício que muitas vezes a gente faz. Ficar longe de casa é difícil. Meu filho completa um ano e vou estar longe dele. Mas com certeza vou estar em campo e ele vai ser uma motivação para mim. Toda vez que entro em campo a minha família é uma motivação, corro também pelo meu filho. Fazer um gol no dia do aniversário dele me deixaria muito feliz – disse Kaká.

Agência/Divulgação

Kaká e Caroline nos primeiros meses de Luca

Luca, que nasceu no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, com 51cm e 3,600kg, fala poucas palavras. Mas, lógico, já aprendeu o tradicional “papai”.

- Fazer um gol no dia do aniversário dele me deixaria muito feliz – completou o meia, que na última segunda-feira anunciou oficialmente o acerto com o Real Madrid por seis temporadas e virou mais um “galáctico”.

Dos 23 jogadores da seleção brasileira, apenas oito ainda não são pais. Gilberto Silva, por exemplo, entende bem o sentimento de Kaká, que não vai participar da festa de aniversário de Luca. No ano passado, o volante servia a seleção quando passou a data longe da filha Isabella.

- A gente mata a saudade por telefone. Não tem outro jeito. Todo jogador está aqui com uma satisfação muito grande e se sacrificar em prol da seleção. Todos vestem essa camisa com maior orgulho, com o maior amor do mundo. 
Os jogadores da seleção brasileira vão ficar praticamente um mês concentrados e longe da família. Por isso, aproveitam algumas chances para diminuir a saudade. Foi o que fez Daniel Alves, que no último sábado após marcar um gol em cima do Uruguai, beijou uma tatuagem da esposa que tem no braço direito.

– Quem está por trás nos incentivando nos momentos difíceis merece esse tipo de homenagem. Temos que lembrar de quem gosta da gente. Por isso dediquei o gol à minha esposa. Ainda bem que inventaram o telefone, para a gente se comunicar com os familiares e matar um pouco a saudade. Somos privilegiados de estarmos na seleção e, com isso, sei que os nossos familiares estão felizes de ver a gente representando o país – disse Daniel Alves.

Jorge William/O GloboDunga faz mistério sobre o companheiro de Robinho

Sem Luís Fabiano, expulso na partida contra o Uruguai, no último sábado, Dunga preferiu fazer mistério sobre quem será o companheiro de Robinho no ataque. Alexandre Pato e Nilmar disputam a vaga, com uma pequena vantagem para o jogador do Milan.

Uma vitória vai deixar o Brasil muito perto da classificação para a Copa do Mundo. Atualmente, a seleção está em primeiro com 24 pontos ao lado do próprio Paraguai, sete a mais do que o Uruguai, que está em quinto e que precisaria disputar uma repescagem para conseguir a vaga.

- O nosso principal objetivo no ano é a classificação para a Copa. Quando mais cedo a gente conquistar a vaga, melhor – disse Dunga.

Recife tem uma ligação forte com a seleção. Em 1993, os jogadores entraram de mãos dadas no estádio do Arruda para enfrentar a Bolívia, pelas eliminatórias. Um gesto que virou símbolo da união da equipe que no ano seguinte conquistaria o Tetra nos Estados Unidos.

- Somos sempre muito bem recebidos aqui. A torcida tem demonstrado muito carinho e apoio. E temos que retribuir isso marcando gols e jogando bem – disse Robinho.

O Brasil não perde uma partida jogando em casa há quase sete anos (17 jogos). Mas foi justamente o Paraguai o responsável pelo último tropeço. Cuevas fez o gol da vitória por 1 a 0 do rival em um amistoso em Fortaleza, em agosto de 2002. Gilberto Silva, Kléberson e Kaká estavam naquela partida comemorativa pelo Penta.

O Brasil entra em campo tentando superar o algoz até agora destas eliminatórias. Após 13 rodadas, a única derrota da seleção foi justamente para o Paraguai. A partida de Assunção terminou 2 a 0 para o time da casa, gols de Santa Cruz e Cabañas.

O técnico argentino Gerardo Martino terá de volta o lateral-direito Darío Verón, o zagueiro Paulo da Silva e o atacante Cabañas, que estavam suspensos. O meia Jonathan Santana, recuperado de uma lesão muscular, também está à disposição. Mas a equipe vai estar desfalcada dos atacantes Nelson Valdez e Oscar Cardozo, além do zagueiro Julio Manzur, suspensos.

BRASIL PARAGUAI
Julio César; Daniel Alves, Lúcio, Juan e Kléber; Felipe Melo, Gilberto Silva, Elano e Kaká; Robinho e Alexandre Pato (Nilmar). Justo Villar; Darío Verón, Da Silva, Julio César Cáceres e Caniza; Vera (Jonathan), Edgar Barreto (Ledesma), Víctor Cáceres e Riveros; Dante López e Cabañas.
Técnico: Dunga. Técnico: Gerardo Martino
Estádio: Arruda, no Recife-PE. Data: 10/06/2009. Horário: 21h50m (de Brasília). Árbitro: Óscar Ruiz (COL) Auxiliares: Abraham González (COL) e Wilson Berrío (COL).
Transmissão: A Rede Globo transmite ao vivo a partir das 21h40m.
Tempo Real: O GLOBOESPORTE.COM acompanha em tempo real a partida a partir das 21h15m (de Brasília).

Favoritos, Timão e Inter fazem ‘final’ na estreia no Brasileirão

Em seu retorno à elite, Corinthians já surge como um dos candidatos ao título. Colorado aposta na força do elenco

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Mano x Tite: duelo fora de campo

Campeões estaduais invictos, Corinthians e Internacional se enfrentam pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro em um duelo que, em um outro formato de competição, poderia valer a final. Com elencos milionários, Timão e Colorado colocam à prova, a partir deste domingo, às 16h, no Pacaembu, todo o favoritismo que os cercam na tentativa de quebrar a hegemonia do tricampeão São Paulo. A TV Globo transmite o jogo ao vivo para o Rio Grande do Sul, e o canal Premiere, para todo Brasil. O GLOBOESPORTE.COM acompanha em Tempo Real.

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Nem mesmo o Corinthians acreditava que poderia colher frutos tão rapidamente após a contratação de Ronaldo e a conquista do título da Série B. O Fenômeno perdeu muito peso, provou que estava recuperado da lesão no joelho esquerdo e fez o principal: gols (dez em 13 jogos). Com o craque em alta, o Timão superou seus principais adversários e chegou ao título do Campeonato Paulista sem perder sequer uma partida.

- Não tenho dúvida de que esse será o campeonato mais qualificado dos últimos anos pelo surgimento de novos valores e pelos outros que ficaram e voltaram para cá. Mas não podemos ter os estaduais como parâmetro. Algumas equipes estão disputando a Taça Libertadores e isso
dá uma experiência de jogos em um grande de dificuldade muito alto – afirmou o técnico Mano Menezes.

O Internacional também iniciou a temporada em alta. No Gauchão, atropelou. Venceu os dois turnos e levantou a taça com uma goleada histórica por 8 a 1 sobre o Caixas, no Beira-Rio, mesmo placar da
conquista do ano anterior, sobre o Juventude. Sob a batuta de duas criações das categorias de base, Taison e Nilmar, além do argentino D’Alessandro, o Colorado surge também como outro sério candidato ao título nacional.

- Será um jogo entre dois campeões estaduais. O Corinthians é muito forte. O grupo é qualificado. Se sai o Elias, tem o Fabinho, que foi meu jogador lá no Corinthians mesmo e joga muito – comentou o técnico Tite.

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Polêmica nos últimos anos e possível final na Copa do Brasil

Corinthians e Internacional, aliás, se envolveram em polêmicas nas últimas edições do Brasileirão. Os colorados chiam até hoje o pênalti do goleiro Fábio Costa no volante Tinga não marcado pelo árbitro Márcio Rezende de Freitas, no Pacaembu, em 2005, ano do escândalo de manipulação de resultados.

Uma vitória sobre o Alvinegro naquele 20 de novembro colocaria os gaúchos muito próximos do título. A direção tentou até melar o campeonato na Justiça e só desistiu depois que a CBF ameaçou punir o clube com suspensão. No fim, com um elenco galáctico comandado pelo argentino Carlitos Tevez, o Timão foi campeão.

- Cada período apresenta uma rivalidade diferente para nós. Já foi o São Paulo, já foi o Corinthians, antes era o Cruzeiro. Isso depende também da situação em que os clubes se encontram. Em 2005, havia uma disputa por título - disse o vice-presidente de futebol do Inter, Fernando Carvalho.

Em 2007, o troco. O Corinthians precisava vencer o Grêmio, no Olímpico, e torcer por uma vitória do Internacional sobre o Goiás, no Serra Dourada. No entanto, o Colorado foi derrotado por 2 a 1, de
virada, e “colaborou” para o Timão cair para a Série B. Em Porto Alegre, após o empate contra o Tricolor, dirigentes corintianos acusaram jogadores do Inter de facilitar a vitória dos esmeraldinos só para prejudicá-los.

Além do Campeonato Brasileiro, os clubes poderão se enfrentar ainda na final da Copa do Brasil, caminho mais curto para retornarem à Taça Libertadores. Ambos avançaram às quartas de final. O Corinthians pega agora o Fluminense, enquanto o Internacional encara o Flamengo.

Por conta do desgaste físico, Mano Menezes deixará alguns titulares fora da partida. Ronaldo e Jorge Henrique, cansados, estão cortados da delegação. O zagueiro William, sentindo dores no pé esquerdo, e o volante Elias, com um problema na coxa direita, também não atuam. Já o atacante Dentinho, outro que sente dores no pé esquerdo, foi relacionado, mas segue como dúvida.

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Na vaga de Jorge Henrique, o treinador deve escalar Otacílio Neto. Para o lugar de Ronaldo, Souza é o mais cotado, enquanto Morais é a opção caso Dentinho seja vetado na concentração. O zagueiro Diego, titular contra o Atlético-PR, pela Copa do Brasil, permanece no lugar de William. Outros jogadores ainda podem ser vetados.

- Eu ainda não decidi quem joga. Prefiro conversar com os jogadores e a minha comissão no sábado à noite para saber quem realmente tem condições. Estamos em período de muitos jogos e o desgaste físico é grande. Não podemos correr riscos de perder alguém em um momento decisivo.

O time gaúcho vai a campo no Pacaembu quase completo. A única ausência é o volante Sandro, que não treinou durante a semana por causa de uma lesão muscular na panturrilha esquerda. Glaydson será o substituto. O titular volta ao time na quarta-feira, contra o Flamengo, pela Copa do Brasil.

Torcedores usam a criatividade para não deixar a conquista passar em branco e, claro, provocar os rivais

Divulgação/Divulgação

Propaganda brinca com o símbolo santista

Principal ingrediente dos campeonatos estaduais, a rivalidade entre os clubes e os torcedores fica ainda mais aguçada nos momentos decisivos da competição. Após o último domingo, com a definição de muitos campeões por todo o Brasil, as gozações tomaram conta das torcidas e viraram matéria-prima rica para os humoristas.

Em São Paulo, após o título do Corinthians sobre o Santos, uma propaganda divulgada pelo patrocinador do Timão, onde um peixe (símbolo do rival) é enrolado com um jornal que destaca a conquista corintiana, gerou polêmica com os santistas.

Reprodução/KibeLoco.com.br

‘Kibeloco’ lembra da vantagem rubro-negra sobre os botafoguenses em decisões

O tricampeonato do Flamengo em cima do Botafogo deu margem às brincadeiras com os alvinegros no Rio. O site “Kibeloco” criou uma espécie de cartão de fidelização com as seguintes frases: ” Cliente Vip. Membro desde 1992 (ano do título brasileiro do Rubro-Negro). Depois de tantos anos, não pode ser considerado apenas um freguês”. O “Bola nas Costas” lembra que o Vasco havia sido o primeiro tri-vice, e que agora só faltaria o Fluminense.

O “Bola” não esqueceu o Campeonato Mineiro, onde o Cruzeiro levou o título com facilidade sobre o grande rival, o Atlético: “Perder um título é humano, perder todos é atleticano!”.

Bola nas Costas/GLOBOESPORTE.COM

‘Bola nas Costas’ lembra da conquista celeste no último domingo

Náutico e Inter iniciam confronto tendo seus artilheiros como armas

Gilmar, do Timbu, e Taison, do Colorado, têm juntos 37 gols na temporada. Alvirrubro marcou um a mais até o momento: 19 a 18

As oitavas-de-final da Copa do Brasil começam nesta quarta-feira, às 21h50m, para Náutico e Inter, que se enfrentam no Recife. As duas equipes terão em comum o bom momento por que dois de seus jogadores estão passando quando o assunto é bola na rede. Gilmar, pelo Alvirrubro, e Taison, pelo Colorado, têm ao todo 37 gols na temporada e disputam firmemente o Prêmio Friedenreich, dado ao maior artilheiro de 2009. Por enquanto, vantagem para Gilmar por um gol: 19 a 18. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real.

Para o artilheiro que levar vantagem e ajudar o time a se classificar, a vaga nas quartas-de-final dará a chance de encarar Flamengo ou Fortaleza na disputa pela classificação às semifinais. Cariocas e cearenses também iniciam a disputa nesta quarta.

Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM

Taison, do Internacional, e Gilmar, do Náutico: gestos parecidos na hora da comemoração

Gilmar completa 50 jogos pelo Timbu

Além do confronto contra o promissor Taison, Gilmar terá outro motivo para encarar este jogo contra o Inter como especial. Será a partida de número 50 dele com a camisa do Náutico. Em 2009, ele disputou todos os jogos do time, seja como atacante, meia…

- Brinco que só não posso ir para o gol, mas nas outras posições, se precisar, faço o melhor. O importante é estar jogando e ajudando o Náutico – disse Gilmar ao site oficial do clube.

Se no ataque as coisas vão bem para a equipe pernambucana, no sistema defensivo o técnico Waldemar Lemos terá de superar três desfalques. Galiardo e Johnny, que jogaram nas laterais contra o Criciúma, estão suspensos. E Derley, emprestado pelo Inter, não pode jogar por causa de um acordo entre os clubes. Juliano, no meio, e Sidny e Wellington nas laterais devem ser os substitutos.

Taison de olho no rival

Em busca de seu primeiro título nacional, o meia-atacante Taison fez questão de acompanhar o último jogo do Náutico na Copa do Brasil. O jogador colorado prevê dificuldades no confronto nos Aflitos.

- Assisti a um pedaço do jogo durante a festa de confraternização (pelo título gaúcho). O Náutico é um time que marca forte. O gramado não é dos melhores e poderá atrapalhar um pouco. Mas vamos ter que superar tudo isso – declarou, em entrevista ao site oficial do clube.

Para ajudar Taison em mais uma boa jornada, time completo no Recife. Nilmar, que sofria com uma lesão no tornozelo, viajou com a delegação e está confirmado.

- Estou bem, não senti nada no treino. Temos que tentar marcar gols nos Aflitos. Sabemos da importância de conquistar esta vantagem fora de casa para decidirmos tudo no Beira-Rio. Não vai ser um jogo fácil. O Náutico se vale muito do fator local – alertou Nilmar.

NÁUTICO INTERNACIONAL
Eduardo; Gladstone, Negrette e Asprilla; Sidny, Vágner, Juliano, Carlinhos Bala e Wellignton; Gilmar e Adriano Magrão. Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kleber; Sandro, Magrão, Guiñazu e D’Alessandro; Taison e Nilmar.
Técnico: Waldemar Lemos. Técnico: Tite.
Estádio: Aflitos. Data: 24/07/2008. Árbitro: Guilherme Cereta de Lima (SP). Auxiliares: Marcio Luiz Augusto (SP) e Vicente Romano Neto (SP).
Tempo Real: O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partir de 21h50m (de Brasília).

Última vitória colorada fora de casa sobre o rival veio em 1980, no Arruda

No que depender da história dos confrontos entre Inter e Náutico em Recife, o Colorado tem tudo para trazer ao menos um empate no jogo de ida pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil, marcado para as 21h50m (horário de Brasília) desta quarta em Recife. Nas sete vezes em que o time gaúcho foi ao Estádio dos Aflitos, o placar terminou em igualdade.

O último deles, pelo Brasileirão de 2008, teve o placar de 1 a 1. Nilmar anotou o gol colorado. Um ano antes, Adriano foi quem marcou para o Inter, em mais um 1 a 1.

No total, os dois times se enfrentaram 11 vezes. Nas quatro ocasiões em que o jogo foi realizado no Estádio do Arruda, foram quatro vitórias coloradas. A última delas foi no dia 8 de março de 1980, por 2 a 0, com gols de Batista e Cláudio Mineiro.

Brandão, Feola, Bela Gutman, Lula, Zagallo, Rubens Minelli, Ênio Andrade, Telê, Luxemburgo, Felipão e Muricy foram selecionados pelo jornalista

Conheça a trajetória dos 11 treinadores relacionados como os melhores do Brasil em todos os tempos no livro do jornalista Maurício Noriega.

Editoria de Arte/GLOBOESPORTE.COM

Lula, Telê Santana, Zagallo, Muricy Ramalho, Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo (em sentido horário): entre os 11 melhores treinadores listados no livro de Maurício Noriega

Oswaldo Brandão – Em uma carreira de mais de 30 anos, Oswaldo Brandão marcou seu nome no futebol brasileiro. Em São Paulo, conquistou sete títulos estaduais. O mais marcante foi o de 1977, no comando do Corinthians, quebrando um jejum que durava desde 1954. Quando, curiosamente, também estava à frente do Timão. Foi campeão paulista também pelo Palmeiras (1947, 59, 72 e 74) e São Paulo (71). No Alviverde, foi bicampeão brasileiro em 72 e 73. Brandão comandou a seleção brasileira em dois momentos: em 1957, no Campeonato Sul-Americano e nas Eliminatórias para a Copa de 58; e de 75 a 77. Foi campeão do Torneio Bicentenário dos Estados Unidos (76). Faleceu em 29 de julho de 1989, aos 72 anos.
Vicente Feola – Bicampeão paulista no comando do São Paulo em 1948 e 49, Feola assumiu o comando da seleção brasileira um mês antes da estreia da equipe na Copa de 1958. E teve o mérito de convocar os melhores jogadores e alterar de forma eficiente o time durante a competição. Em 1959, voltou ao São Paulo. E em 1961, foi para a Argentina, onde foi bicampeão nacional com o Boca Juniors. Em 1964, retornou à seleção brasileira. Após uma preparação atribulada para o Mundial de 66, quando mais de 40 jogadores chegaram a participar da fase de treinamentos, não conseguiu repetir na Inglaterra o sucesso obtido na Suécia. Faleceu em 6 de novembro de 1975, aos 66 anos.

Bela Gutmann – Comandante do lendário time do Honved, o treinador húngaro decidiu ficar no Brasil após a passagem do clube de Puskas e companhia pelo país em 1957. No mesmo ano, foi contratado pelo São Paulo e introduziu no país novidades táticas e de treinamento. Foi campeão paulista pelo Tricolor naquele ano. Em seguida, voltou à Europa, onde comandou Porto e Benfica. No time de Lisboa, mais uma vez demonstrou sua capacidade, levando o time português ao bicampeonato europeu em 62 e 63.

Lula – Treinador do Santos durante a fase áurea do clube. De 1954 a 66, conquistou 38 títulos pelo Alvinegro praiano. Incluindo oito Campeonatos Paulistas, cinco Taças Brasil, duas Taças Libertadores e dois Mundiais Interclubes. Apesar da trajetória vitoriosa, sempre teve que conviver com a fama de que era um mero ‘distribuidor de camisas’ em um elenco repleto de astros, que jogavam sozinhos. Depois de deixar o Santos, foi treinar o Corinthians. E esteve no comando da equipe em 1968, quando o Timão quebrou o tabu de quase 11 anos sem vencer o Peixe em Paulistas. Apesar de tantas conquistas no Santos, nunca recebeu uma oportunidade na seleção brasileira. Faleceu em 15 de junho de 1972, com apenas 50 anos.

Zagallo – Único ser humano com quatro títulos mundiais de futebol no currículo, Zagallo atingiu o auge como treinador com apenas três anos de experiência na função. Dois anos depois de encerrar a carreira de jogador, assumiu o comando do Botafogo em 1967. E no mesmo ano foi campeão carioca. Repetiu a dose em 68. Três meses antes da Copa de 70, aceitou o desafio de substituir João Saldanha no comando da seleção. E mostrou competência ao conseguir encontrar uma fórmula para reunir craques como Pelé, Tostão, Gerson, Rivelino e Jairzinho no mesmo time, formando o que foi, para muitos especialistas, o melhor time de futebol de todos os tempos. Após a conquista no México, seguiu na seleção e ainda foi campeão carioca em 71 (Fluminense) e 72 (Flamengo). Mas teve o trabalho contestado na Copa de 74, deixando a seleção após o Mundial. Após passagens por países do Oriente Médio, voltou a trabalhar em clubes cariocas (Fluminense, Botafogo, Vasco, Bangu) sem grande sucesso. Em 1994, foi auxiliar-técnico de Parreira na seleção brasileira e assumiu o cargo do amigo após a conquista do tetra. Ganhou a Copa América e a Copa das Confederações em 97. Mas deixou o cargo após a derrota para a França na final do Mundial de 98. Após passagem pela Portuguesa (99), foi campeão carioca pelo Flamengo em 2001. Voltou à seleção em 2003, novamente como auxiliar de Parreira. Deixou o cargo após a eliminação do Brasil nas quartas-de-final da  Copa de 2006.

Rubens Minelli – Campeão pernambucano pelo Sport em 1966, Rubens Minelli alcançou o auge da carreira nos anos 70. Em 1974, chegou ao Internacional e alçou o clube a um novo patamar, conquistando o bicampeonato brasileiro em 75 e 76. No ano seguinte, transferiu-se para o São Paulo. E o troféu de campeão  nacional também foi para o Morumbi. Minelli foi até o ano passado o único treinador com três títulos brasileiros consecutivos. Feito igualado por Muricy Ramalho. Também teve sucesso no Grêmio (campeão gaúcho de 85) e no Paraná Clube (títulos paranaenses de 93, 94 e 97). Apesar das conquistas, não teve experiência na seleção brasileira.

Ênio Andrade – Campeão pan-americano em 56 como jogador com a seleção brasileira, Ênio Andrade iniciou a carreira de técnico em 1962, com apenas 32 anos. Seus grandes feitos foram as conquistas de três títulos brasileiros em um espaço de sete anos. E por três clubes diferentes: Inter (79), Grêmio (81) e  Coritiba (85). Também obteve sucesso no Cruzeiro, pelo qual foi campeão da Supercopa da Libertadores (91 e 92), Campeonato Mineiro (92) e Copa Ouro (95). Faleceu em 22 de janeiro de 1997, aos 66 anos.

Telê Santana – Jogador do Fluminense de 1951 a 60, Telê Santana iniciou a carreira de treinador em 69, exatamente no Tricolor carioca. E logo foi campeão estadual. Conquistou no clube também o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 70. No mesmo ano, foi para o Atlético-MG, também ganhando o título estadual. E o primeiro Campeonato Brasileiro, disputado em 1971. Em 77, venceu o Gauchão pelo Grêmio, interrompendo oito anos de domínio do Inter. Em 1979, levou o Palmeiras à semifinal do Brasileiro. A sequência de bons trabalhos fizeram o então presidente da CBF, Giulite Coutinho, convidá-lo para assumir a seleção em 1980. Formou o selecionado reconhecido como o melhor dos últimos 35 anos. Mas a derrota para a Itália na Copa de 82 causou a sua saída do cargo. Após passagem pelo Al-Ahly (Arábia Saudita), voltou à seleção em 1985. E ficou até a eliminação na Copa de 86, diante da França. Após treinar Atlético-MG e Flamengo, chegou ao São Paulo em 1990. E marcou época no clube paulista, ganhando dois títulos paulistas (91/92), o Brasileiro de 91, as Libertadores e os Mundiais Interclubes em 92 e 93. Além da Supercopa da Libertadores-93 e as Recopas Sul-Americanas de 93 e 94. Em 1996, sofeu uma isquemia cerebral, que o obrigou a deixar o futebol. Faleceu em 21 de abril de 2006, com 75 anos.

Vanderlei Luxemburgo – Lateral-esquerdo de recursos técnicos limitados do Flamengo nos anos 70, Vanderlei Luxemburgo eternizou seu nome no futebol brasileiro como treinador. É dono de um dos currículos mais vitoriosos do país, com cinco títulos brasileiros (um recorde), dez estaduais (oito paulistas, um mineiro e um capixaba), uma Copa do Brasil e dois Rio-São Paulo. Chegar à seleção brasileira era algo natural. Foi convidado para o cargo após a Copa de 1998. Apesar de ter ganho a Copa América de 99, deixou o posto após os Jogos Olímpicos de 2000, sem ter a oportunidade de disputar um Mundial. No final de 2004, após ganhar o Brasileiro pelo Santos, foi contratado pelo Real Madrid. No comando dos ‘galácticos’, não obteve sucesso e foi demitido em 2005. Voltou ao futebol brasileiro e conquistou novos títulos por Santos e Palmeiras.

Luiz Felipe Scolari - Felipão iniciou a carreira de treinador em 1982 no CSA-AL, clube em que encerrou a trajetória como jogador. Em 87, chamou a atenção no cenário nacional ao ganhar o título gaúcho com o Grêmio. Quatro anos depois, voltou a mostrar competência, vencendo a Copa do Brasil com o Criciúma. Após dois anos no futebol árabe, retornou ao Grêmio em 1993. E fez história no time gaúcho, ganhando títulos em anos seguidos: Copa do Brasil-94, Libertadores e Gaúcho-95 e Brasileiro e Recopa da Libertadores-96. Depois de treinar o Jubilo Iwata (Japão), retornou ao Brasil e assumiu o Palmeiras. No clube paulista, voltou a ganhar a Copa do Brasil (98) e a Libertadores (99). Além da Copa Mercosul-98. Após passagem sem brilho pelo Cruzeiro, foi convidado a substituir Leão na seleção brasileira em junho de 2001. E liderou o Brasil ao penta em 2002. Depois da conquista, mudou de seleção, indo treinar Portugal. Com a nova camisa,  chegou à final da Eurocopa de 2004 (vice-campeão) e às semifinais da Copa de 2006 (quarto lugar). Em junho do ano passado, foi contratado a peso de ouro pelo Chelsea. Mas foi demitido em fevereiro.

Muricy Ramalho – Jogador do São Paulo nos anos 70 e auxiliar de Telê Santana no clube na década de 90, Muricy dirigiu o Expressinho Tricolor que conquistou a Copa Conmebol em 94. Após ser bicampeão pernambucano pelo Náutico em 2001/2002, assumiu o comando do Internacional no final de 2002. No Colorado, foi campeão gaúcho em 2003 e 2005 e levou o time ao vice-campeonato brasileiro daquele ano, atrás do Corinthians, no polêmico Nacional marcado pelos jogos anulados devido ao escândalo envolvendo o árbitro Edilson Pereira de Carvalho. Em 2006, retornou ao São Paulo. Foi vice da Libertadores, perdendo exatamente para o Inter. Mas iniciou uma sequência de conquistas de Brasileiros. Com o tricampeonato, igualou o feito de Rubens Minelli.